segunda-feira, 11 de abril de 2011

16 de ABRIL no MERCADO MUNICIPAL pelas 9h

A Campanha pelas Sementes Livres é uma iniciativa europeia com núcleos na maioria dos Estados-Membros da União Europeia. Em Portugal a campanha é dinamizada entre outros pelo Campo Aberto, GAIA, Movimento Pró-Informação para Cidadania e Ambiente, Plataforma Transgénicos Fora e Quercus, para além de contar já com cerca de duas dezenas de subscritores.

Unindo cidadãos preocupados, agricultores, criadores independentes e organizações e associações sem fins lucrativos por toda a Europa, esta campanha visa inverter o rumo da agricultura na Europa, onde os modos de produção intensivos se sobrepõem cada vez mais à agricultura tradicional e de pequena escala e onde as variedades agrícolas e as próprias sementes, a base da vida, estão a ser retiradas da esfera comum e entregues nas mãos de multinacionais do agro-negócio. A expressão mais recente desta tendência é a legislação a ser proposta pela Comissão Europeia para restringir a livre reprodução e circulação de sementes, fechar variedades de plantas agrícolas anteriormente pertencendo ao bem comum em patentes e ilegalizar as variedades não registadas. A nova 'Lei das Sementes' visa retirar o papel de curador da semente ao agricultor, papel esse que desempenhou, com proveito para toda a humanidade, desde o nascimento da agricultura e da civilização há 10.000 anos!

Logo Seed Sovereignty

Parceiros Europeus:
Janun e.V.
Seed Sovereignty Campaign
No Patents on Seeds
Contactos da campanha: mailto:sementeslivres%40gaia.org.pt | 910 631 664
ASSINA AQUI A PETIÇÃO EUROPEIA PARA MANTER AS SEMENTES LIVRES!!
DIAS 17+18 DE ABRIL: JORNADAS INTERNACIONAIS PELAS SEMENTES LIVRES!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Recenseamento Agrícola 2009 - Dados preliminares

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou em 15 de Dez/10 os dados preliminares do Recenseamento Agrícola 2009, comparando os resultados o recenseamento de 1999. No final de Maio de 2011 serão disponibilizados os resultados definitivos até ao nível geográfico de freguesia.
A autonomia agrícola é um dos pontos que preocupam a Rede, numa perspectiva de sustentabilidade das populações. Estes dados vêm confirmar a evolução já conhecida de diminuição da auto-suficiência agrícola.
Nos últimos 10 anos desapareceram 112 mil explorações agrícolas (1 em cada 4), correspondendo a mais de 450 mil hectares de Superfície Agrícola Utilizada (SAU). Foram principalmente as pequenas explorações ( <1 e < 5 hectares) que desapareceram, sendo o decréscimo de SAV (-6%) inferior ao decréscimo de explorações (-27%), o que traduz um aumento do peso das explorações de grandes dimensões. A paisagem agrícola também se alterou significativamente, reorientando-se para sistemas de produção extensivas. Diminuição das terras aráveis, em particular da cultura da batata (-63%), leguminosas secas (-49%) e cereais de grão (-43%) e aumento das culturas forrageiras e pastagens permanentes, em termos relativos e absolutos, que já ocupam metade da SAV.
O produtor agrícola tipo é homem, tem 63 anos, apenas completou o 1º ciclo do ensino básico, tem formação agrícola exclusivamente prática e trabalha nas actividades agrícolas da exploração cerca de 22 horas por semana; o rendimento provém maioritariamente de pensões e reformas. Apenas 6% dos produtores obtêm o rendimento exclusivamente da actividade da sua exploração agrícola. De referir que Montemor-o-Novo apresenta a maior percentagem de produtores com habilitações ao nível do ensino superior!
As explorações agrícolas tornaram-se mais mecanizadas mas a mão-de-obra familiar realiza 80% do trabalho agrícola. A realidade das empresas agrícolas é diferente: representando apenas 2% do universo de explorações agrícolas, empregam 2/3 da mão-de-obra agrícola assalariada com ocupação regular, apesar da maior mecanização e maior eficiência dessa mecanização.
Foram recenseadas cerca de 1300 unidades produtivas certificadas em modo de produção biológica, das quais 37% dirigidas para a pecuária. A SAU destas explorações representa 3% da SAU nacional, sendo a maior parte ocupada com pastagens permanentes. Apenas 1% das hortícolas e vinha, 2% dos pomares e 3% dos olivais são biológicos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Escola Ecológica

"John Hardy numa visita guiada à escola ecológica, a sua inovadora escola em Bali que ensina criancas como construir, plantar, criar (e entrar na Universidade). O ponto central da escola é o Coração da Escola em forma de uma espiral, talvez um dos maiores prédios do mundo feito de bambo sem suporte."

domingo, 30 de janeiro de 2011

Animações no Mercado de Montemor

No sábado, 29 de Janeiro, as animações encheram o mercado, e não houve frio nem chuva que demovessem os participantes! Aqui ficam os testemunhos visuais do atelier do pintor Manuel Casabranca, da música dum grupo de alunas do Ensemble, e da energia dos nossos voluntários!


Manuel Casabranca


As nossas jovens voluntárias

Grupo de alunas do Ensemble

Banca da Rede com produtos de agricultura biológica

Atelier »esboçar o mercado»

Atelier »esboçar o mercado»

O atelier «Esboçar o Mercado» vai continuar, aos sábados, às 11h00, sob orientação do pintor Manuel Casabranca.



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ESBOÇAR O MERCADO

Atelier de desenho com Manuel Casabranca
Para pais, filhos, netos, avós, solteiros ou não, de qualquer idade. Venham fazer rabiscos, esboços, desenhos e (re)aprender a olhar. 
Tragam lápis, carvão, papel ou diário gráfico, o que tiverem à mão.
sábado, dia 29 de Janeiro, às 10h00, no mercado municipal de Montemor-o-Novo

domingo, 23 de janeiro de 2011

CONVITE: A Educação do Consumidor

Dia 25 de Janeiro às 20:30 horas

Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Faria

Dra. Maria Clara Magalhães - Coordenadora Nacional do Projecto Europeu DOLCETA

Dra. Maria Reina Martin - Formadora de Cidadania e Profissionalidade / Empregabilidade

Conversa à volta da Educação do Consumidor, organizado pela Escola Secundária de Montemor-o-Novo, Centro Novas Oportunidades.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Défice da balança alimentar cresceu 23,7 por cento na última década

Nos últimos dias foram publicadas duas noticias no jornal Público relacionadas com a soberania alimentar em Portugal, quando o cabaz alimentar da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) atingiu em Dezembro o recorde histórico, depois de ter estado a subir durante seis meses consecutivos.

Boa parte dos produtos agrícolas que consumimos são importados
 (Pedro Elias/ arquivo)

Os artigos podem ser lidos em:

(10/01/2011) Portugal vai ter de pagar mais para garantir a alimentação aqui

(16/01/2011) Sector agrícola português perdeu meio milhão de hectares no espaço de dez anos aqui

"Segundo os resultados do censo, o sector agrícola continuou a envelhecer em Portugal: a idade média do produtor aumentou quatro anos e cerca de metade dos agricultores têm mais de 65 anos. .. Apenas seis por cento dos agricultores obtêm o seu rendimento exclusivamente da actividade e 64 por cento declararam, no censo, que recebem pensões e reformas."

Preocupante mas com certeza uma oportunidade, para quem tenha a habilidade de fazer uma agricultura não dependente dos financiamentos bancários, e não dependente dos factores de produção provenientes dos combustíveis fosseis e escolha modos de produção biológicos, mais amigos das pessoas e do ambiente.