quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sábados Temáticos no mercado


AOS SÁBADOS NO MERCADO - a partir de Julho de 2012

1º Sábado do mês: TROCA DE SEMENTES DE EXPERIÊNCIAS
Convidam-se os interessados a virem trocar sementes ou plantas na Banca da Rede. A venda não é permitida. Vai-se tentar conseguir assegurar sempre a presença de um agricultor com experiência para estar no local, para dois dedos de conversa e ensinar o que a vida lhe ensinou.

2º Sábado do mês: FEIRA DA LADRA
Convidam-se os interessados a vir vender e/ou trocar roupa usada e tudo aquilo que merece uma segunda oportunidade.

3º Sábado do mês: COLECCIONISMO
Dos berlindes aos selos, dos cromos às moedas, quem tiver coisas para a troca que o venha fazer na Banca da Rede. É uma oportunidade para contactar com outros coleccionistas e passar uma manhã diferente.

4º Sábado do mês: EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS
 A Banca da Rede vai ser um espaço disponivel para divulgar os fotógrafos de Montemor. Cada exposição estará patente durante 4 semanas, mudando no sábado que corresponde à dinamização organizada pela CMM. 

Os interessados nestas iniciativas devem contactar-nos ou na banca do mercado (aos sábados) ou através do mail cidadania.montemor@gmail.com.

domingo, 13 de maio de 2012

ESCALA PARA BANCA DO MERCADO

Junho

02 - Ana Fonseca + Rogério
09 - Maria Leonor + Pascale
16 - Leonor + Frederico
23 - Teresa +
30 - Teresa + Ricardo

Julho

07 - Sofia + Fernanda
14 - Ana Fonseca + Rogério
21 - Manuela + Pascale
28 - Rogério + Sofia

Agosto

04 - Maria Emília + Fernanda
11 - David + Manuela
18 - Teresa + Pascale
25 - Teresa + Rogério

Setembro

01 - Ricardo +
08 -
15 - Pascale + Teresa
22 - Rogério +
29 - Teresa

Outubro

06 - Ricardo
13 -
20 -
27 -

Novembro

03 -
10 -
17 -
24 -

terça-feira, 8 de maio de 2012

Será a próxima grande coisa? Tata Motors de Índia acha que sim.
Que vão fazer as empresas petrolíferas fazer para o deter?É um motor de automóvel que funciona com ar. Assim é, o ar não gás ou diesel ou eléctricos, mas só o ar que nos rodeia. Dê uma olhada.Tata Motors da Índia tem programado o carro de ar para rodar nas ruas da Índia por agosto de 2012.O Air Car, desenvolvido pelo ex -engenheiro de Fórmula Um, Guy N. Para MDI com sede em Luxemburgo, utiliza ar comprimido para empurrar os pistões de seu motor e fazer que o carro avance.O Air Car, chamado o "Mini CAT" poderia custar ao redor de US$ 8,177.O CAT Mini, que é um carro simples, urbano ligeiro, com um chassis tubular, um corpo de fibra de vidro que não está colado com costura e acionadas por ar comprimido. Um microprocessador utiliza-se para controlar todas as funções eléctricas do automóvel. Uma pequeno rádio transmissor envia instruções às luzes, sinais e qualquer outro dispositivo elétrico no carro. Que não são muitos.A temperatura do ar limpo expulso pelo tubo de escape está entre 0 a 15 graus baixo zero, o qual o faz apto para seu uso pelo sistema de ar acondicionado interior sem necessidade de gases nem perda de potência.Não há chaves, só um cartão de acesso que pode ser lido pelo carro desde seu bolso. Segundo os desenhadores, o custo é de menos de US$ 1.12 por cada 100 km, que é aproximadamente um décimo do custo de um automóvel que funciona com gás. O kilometragem é quase o dobro do carro elétrico mais avançado, um fator que o faz uma opção perfeita para os automobilistas de cidade. O carro atinge uma velocidade máxima de 105 km por hora e teria uma faixa de ao redor de 300 kms entre recargas. Recarregar o carro será levado a  cabo em estações de serviço adaptadas com compresores especiais de ar. O abastecimento só demora 2 a 3 minutos e custa ao redor de 2.25 US$, e o carro estará pronto para mais 300 quilometros.Este carro também se pode reabastecer em casa com o compressor de bordo. Levar-lhe-á de 3 a 4 horas para encher o tanque, mas pode-se fazer enquanto você dorme.Como não há motor de combustão, a mudança de 1 litro de oleo vegetal só é necessário a cada 50,000 km. Devido à sua simplicidade, é muito pouca a manutenção que se realiza neste carro.Este carro de ar quase soa demasiado bom para ser verdade. Já vamos vê-lo em agosto de 2012. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Banco de Terras na Feira da Natureza!

Neste fim-de-semana, o Banco de Terras de Montemor-o-Novo irá marcar presença na Feira da Natureza. Este evento é anualmente organizado pelo Grupo dos Amigos de Montemor, no Convento de São Domingos, reunindo várias iniciativas de carácter ecológico.




Realizaremos uma visita às hortas que foram instaladas no Convento de São Domingos, pelas 14h30 de sábado e 11h00 de domingo. Alguns produtores das hortas terão uma mostra dos seus produtos para venda. A Rede de Cidadania marcará presença com as suas brochuras e informações sobre as suas actividades.

Aceitam-se colaborações para as nossas bancas e visitas nas actividades!

terça-feira, 27 de março de 2012

Fábrica FEXOL - carta aberta publicada no Jornal Folha de Montemor de Março 2012

Exmos. Senhores,

Escrevo esta carta na qualidade de cidadão de Montemor-o-Novo.
Existe, atualmente, em funcionamento neste município uma unidade fabril de produção de azeite (“FEXOL”), cuja laboração me tem levantado um conjunto de preocupações e interrogações que passarei a expor.

De facto, e com especial enfoque para o período do ano que atravessamos, tem-se sentido (cheirado e visto) uma vaga de poluição sem precedentes na região. De facto muito mais do que em anos anteriores. Esta poluição consubstancia-se e materializa-se numa nuvem de fumo, bem visível, que paira sobre toda a cidade e que provoca e está na origem dum cheiro nauseabundo (interrogo-me senão poderá afetar a saúde pública!). Paralelamente constata-se aquilo que creio consistir em descargas periódicas para o meio recetor e que poluem de forma absolutamente irresponsável os cursos de água próximos, designadamente ribeiras e o rio Almansor. Tanto quanto julgo saber, qualquer descarga efetuada no meio recetor tem de ser obrigatoriamente sujeita a licenciamento e respetivo acompanhamento.
Não basta ter carta de condução…o respeito pelo código da estrada é parte principal e objeto de penalizações caso não o seja.
Com um elevadíssimo grau de certeza, esta situação e prática transgride e viola todos os princípios e regras ambientais, consistindo as mesmas, em crimes ambientais previstos, definidos e enquadrados na legislação em vigor.

Acrescento ainda que, no sentido de me informar sobre a real situação desta unidade dirigi-me aos serviços competentes, nomeadamente à Câmara Municipal, onde fui informado acerca das diligências realizadas. As mesmas (feitas em conjunto com a Direção Geral de Economia) permitiram apurar a não existência dum licenciamento assim como expuseram e evidenciaram a falta de condições de laboração. Estas diligências representam vistorias relativamente às quais não foi ainda obtida qualquer resposta, à data que escrevo.

Solicito a vossa maior atenção para a situação que vos descrevo, rogando encarecidamente a maior celeridade na indagação e posterior resolução da mesma.

Subscrevo-me atenciosamente na esperança de que darão a devida atenção a este facto tão gravoso sob todos os pontos de vista e penalizador do bem-estar de todos aqueles que habitam e frequentam esta terra que tanto se pretende estimada.


Cordialmente,

Pedro Neto
Rede de Cidadania de Montemor-o-Novo


Jantar Popular - Democracia Alimentar


No próximo dia 29 de Março, o Jantar Popular volta para reclamar a democracia alimentar!

18.30-20.00 Debate em círculo com vários/as oradores/as sobre democracia alimentar
20.30 - Jantar Popular Chili Mix de feijões tradicionais com arroz integral do Mondego e salada verde

O discurso da "sustentabilidade" que invadiu governos, governança, gestão empresarial e manuais académicos desde o fim dos anos 80, prometeu um ambiente mais são com uma gestão mais participada dos recursos naturais comuns. Mas o contrário aconteceu. O conceito "desenvolvimento sustentável" foi rapidamente reinterpretado para significar "crescimento perpetuado", que se tornou um paradigma intocável, racionalizado com o argumento de que mais crescimento promove mais riqueza, o que liberta fundos para proteger o ambiente, sendo o resto resolvido pelo avanço da tecnologia.
Mas o crescimento tão desejado verificou-se apenas para os países e empresas que conseguiram implementar economias de escala, muito à custa do ambiente e da democracia. Economias de escala incentivam a criação de monopólios, tanto sobre recursos naturais como sobre mercados.

A produção alimentar é o maior negócio global, superando até o sector da energia. Governos mais ricos e as grandes empresas agro-industriais realizaram isto muito cedo e incorporaram a agricultura nos acordos da Organização Mundial do Comércio. Hoje, a agricultura é discutida sobretudo nos "boardrooms" de multinacionais e nas cimeiras do comércio. A agricultura e os seus produtos e ainda os recursos naturais de que precisa, foram comodificados. Quem pode pagar, tem acesso aos mesmos, quem não pode, fica excluído do sistema.

O resultado das políticas agrícolas e da ganância dos últimos 50 anos é um sistema alimentar "avariado": milhares de milhões de pessoas, sobretudo rurais, foram excluídas do sistema, sem acesso à terra, água, sementes ou mesmo à alimentação mais básica. Ironicamente, o mesmo sistema alimentar causou uma epidemia de obesidade, pelo facto da comida processada ser mais barata do que a comida fresca, e há mais pessoas obesas do que famintas neste momento.
Os elos entre a produção e o consumo de alimentos foram quebrados e muitos de nós estão dependentes daquilo que os grandes supermercados nos dignam de proporcionar.

Como voltar à democracia alimentar? Como retomar a produção agrícola e alimentar e inverter a privatização e erosão dos nossos recursos naturais?

Estas e outras questões para "alimentar" a luta por comida nutritiva e apropriada, estarão em debate neste Jantar Popular. Aparece!

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A conversa começa às 18h30. O Jantar é servido às 20.30h, no RDA 69 (Rua Regueirão dos Anjos, nº 69, Lisboa).

A partir das 16h vamos estar a cozinhar, todas as mãos são bem-vindas!

O que é o Jantar Popular?
- Um Jantar comunitário vegano e livre de transgénicos que se realiza todas as Quintas-feiras no Regueirão dos Anjos nº69;
- Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários. Para colaborar, cozinhar, montar a sala, basta aparecer a uma Quinta-feira a partir das 16h.
- Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do Centro Social do GAIA que mantém assim a sua autonomia.
- Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga.

A contribuição sugerida são 3€

Seminário «Pensamento Crítico Contemporâneo»

A Unipop e a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL organizam um seminário que pretende promover o debate sobre um conjunto de propostas teóricas que, posicionando-se criticamente face ao estado do mundo, têm procurado pensar as circunstâncias presentes e as alternativas que têm sido desenvolvidas no quadro da actual crise económica, mas também do ciclo de revoltas que, do Cairo a Wall Street, passando por Madrid, têm vindo a marcar o ritmo dos tempos que correm.

Ler mais: http://unipop.webnode.pt/

quinta-feira, 22 de março de 2012

Entrevista a Serge Latouche

Entrevista

A sociedade do crescimento "traiu as suas promessas" de abundância

19.03.2012 - 12:41 Por Raquel Martins
Serge Latouche, economista e professor na Universidade de Paris XI, é uma das vozes que em França têm defendido a teoria do "decrescimento sereno".
<p>Serge Latouche, economista e professor na Universidade de Paris XI</p>
Serge Latouche, economista e professor na Universidade de Paris XI
 (Dario Cruz)
322Serge Latouche, que esteve em Portugal há duas semanas a convite do Centro de Recursos para o Desenvolvimento para uma conferência na Gulbenkian, defende o abandono do objectivo do crescimento ilimitado, que traiu as suas promessas de emprego e abundância para todos. Em alternativa, propõe o decrescimento, um termo "provocatório" que se opõe à "religião" do "crescimento pelo crescimento". O objectivo é criar uma sociedade onde se viva melhor, trabalhando e consumindo menos. A crise pode ser uma oportunidade, mas Latouche receia que pouco mude. Quando um modelo falha, é preciso sobretudo nada mudar, ironiza.

O que está por detrás do conceito de decrescimento?

O decrescimento é um slogan que fomos forçados a utilizar para romper com o "ramerrão" do discurso desenvolvimentista, que fala em crescimento, crescimento e que nos conduzirá a uma catástrofe. Claro que é uma palavra provocadora, polémica... e até blasfema, porque temos uma relação quase religiosa com o crescimento. Podemos mesmo falar de uma religião, um culto, do crescimento. Falar de decrescimento cria um efeito de estupefacção. Decrescer por decrescer seria absurdo. Mas crescer por crescer é absurdo e ninguém se dá conta disso, porque estamos envolvidos nessa religião.

Defende um abrandamento do crescimento?

O problema não é o crescimento. É a sociedade que não tem outro objectivo que não seja o crescimento pelo crescimento. Não se trata de crescer para se satisfazerem as necessidades, que é uma coisa excelente. O que temos é uma sociedade em que quando as necessidades estão satisfeitas é preciso criar outras para se continuar a crescer. Temos o nosso destino ligado a esta lógica e é daí que temos que sair.

Como é que se faz a transição?

É preciso fazer uma revolução. Antes de mais, fazer uma revolução mental e cultural - descolonizar o nosso imaginário -, que nos pode levar a uma mudança de comportamentos e a uma mudança das formas de produzir. É uma mudança radical.

E onde encontra aliados para essa mudança?

Por todo o lado. Há em todos os homens a consciência de que estamos a dirigir-nos para uma catástrofe e que é preciso mudar. Mesmo os dirigentes empresariais e o poder financeiro sabem isso, mas têm interesses de tal forma potentes dentro da lógica do sistema que não têm a coragem de romper com ele. Pelo contrário, há milhares de pessoas que são vítimas do sistema e que teriam todo o interesse em mudá-lo.

Essas vítimas também parecem não querer sair do sistema.

Estes têm o seu imaginário colonizado pela publicidade, pelos media, pelos lóbis que financiam a publicidade e os media. No Antigo Regime, em França, havia uma elite esclarecida que provocou a revolução para instalar a República.

É uma revolução dessa ordem de grandeza a que defende?

Devemos imperativamente fazer essa revolução, se quisermos ter um futuro. Se não mudarmos o sistema, caminharemos para o desaparecimento da humanidade.

A crise económica e financeira que afecta o mundo ocidental é uma consequência do modelo do crescimento pelo crescimento?

É uma consequência da lógica desta sociedade de crescimento que, depois dos anos oitenta, não teve outro objectivo senão prolongar a ilusão do crescimento e entrou numa bolha financeira. Esta começou por ser uma crise financeira, mas é também uma crise económica e, acima de tudo, uma crise de civilização.

A saída da crise pode ser uma oportunidade para pôr em marcha o decrescimento?

É uma oportunidade. Saber se conseguiremos aproveitá-la é outra questão.

Quando ouvimos os líderes políticos na Europa, a lógica parece manter-se.

Exactamente. É por isso que o decrescimento deve ser feito contra os políticos, porque eles não querem compreender. Quando um modelo falha, é preciso sobretudo nada mudar.

Como é que se explica às pessoas que o decrescimento é melhor do que o crescimento?

É fácil. Neste momento, há muita gente no desemprego, os jovens não têm futuro. Esta sociedade traiu as suas promessas: a abundância prometida não é a abundância. Mesmo que consumamos e destruamos enormemente os recursos do planeta, nunca estamos satisfeitos. A lógica do crescimento é criar a ideia de nunca estarmos totalmente na abundância, porque se estivéssemos parávamos de consumir.

Mas se pararmos de consumir de forma repentina, haverá impactos significativos no emprego, por exemplo. É o que está a acontecer nos países que têm programas de austeridade como Portugal.

O consumo, de todas as formas, parou para muitas pessoas, por causa da austeridade. Mas é terrível, porque estamos sempre na lógica de uma sociedade do crescimento, mas sem crescimento. Não é a mesma coisa que uma sociedade de decrescimento que não está organizada para o crescimento. Está organizada para conviver bem, sem consumir demasiado, com base num consumo dentro das nossas necessidades e em que não é preciso trocar de máquina de lavar todos os dois anos, porque está sempre a avariar: temos uma que vai durar toda a vida. Não destruiremos a natureza, produziremos menos e teremos a mesma satisfação. Além disso, não teremos necessidade de trabalhar tanto para atingir o nível de satisfação que a publicidade vende. Porque para produzir os computadores que atiramos para o lixo ao fim de dois anos é preciso trabalhar, trabalhar, cada vez mais.

O decrescimento não está então no pólo oposto do bem-estar?

Pelo contrário. Trata-se de encontrar a felicidade perdida. Os inquéritos mostram que os portugueses, tal como os franceses, não se sentem felizes. Os economistas dizem: "Eles deviam ser felizes porque atingiram um nível de consumo elevado". Há aqui qualquer coisa que não está bem. A economia engana-nos. Promete-nos a felicidade, mas as pessoas não são felizes. É preciso, antes de mais, trabalhar menos. É estúpido trabalhar cada vez mais, para produzir cada vez mais, para desperdiçar cada vez mais. É preciso acabar com este massacre: produzir menos, porque não é necessário produzir cada vez mais, trabalhar menos e se trabalharmos menos as pessoas podem trabalhar todas e ter tempo livre.

O decrescimento também tem aplicação nos países subdesenvolvidos?

O decrescimento é um slogan provocatório para as sociedades de crescimento ocidentais. Para as sociedades ditas subdesenvolvidas há diferenças. África precisa de aumentar a sua produção, não para produzir infinitamente, mas para satisfazer as suas necessidades. A ideia de uma sociedade de abundância frugal é válida para África, Ásia, América Latina e Europa, mas a forma de a alcançar não é a mesma porque o ponto de partida é diferente.

Retomo a questão: como se sai do nosso modelo de sociedade?

Estamos a sair da sociedade de consumo à força. A questão é: estamos a sair para irmos para onde? Vai-nos levar, numa primeira etapa, a um gigantesco caos. E desse caos pode sair o melhor - o projecto de uma sociedade de decrescimento, uma sociedade de abundância frugal - ou o pior - uma sociedade ecofascista, ecototalitária, que está, de certa forma, em marcha um pouco por todo o mundo.

Sente-se um profeta?

De modo nenhum. Sou um homem normal. Fico sobretudo surpreendido que nem todos pensem como eu, porque me parece que tenho bom senso.