quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Convergir


Celebração do Solstício de Inverno 2012
a Visão em Convergência de um Novo Paradigma Civilizacional

  22 de Dezembro de 2012 das 9h às 21h  
  Escola de Medicina Tradicional Chinesa - Rua Dona Estefânia, 175 Lisboa  

O Novo Paradigma já está a despertar consciências e a manifestar-se no pensamento e na acção promovidos por vários projectos individuais e colectivos, fomentando relacionamentos mais harmoniosos e gerando novos e melhores modos de estruturação civilizacional.

Nesta celebração vão participar várias organizações e indivíduos, que já estão a estudar, a desenvolver ou a pôr em prática, de forma mais específica ou mais abrangente, alguns desses conceitos e ideias, contribuindo assim significativamente para a manifestação deste Novo Paradigma.
Vamos apresentar e partilhar experiência e sabedoria, aprender uns com os outros, disponibilizar recursos e procurar caminhos para um Mundo Melhor.
Nesta celebração teremos diversas actividades (distribuídas por espaços distintos): palestras, oficinas, actividades interactivas, meditação, música, dança, teatro, ... e festa de encerramento..
Alimentação disponível no recinto (também podem trazer de casa) e em cafés e restaurantes próximos (a Espiral apoia este evento oferecendo aos participantes 20% de desconto ao almoço nas suas instalações).

Venham celebrar connosco, inscrevam-se para garantir lugar
(o espaço da ESMTC está limitado à ocupação máxima de 300 pessoas)troca voluntária, consciente e convergente - sugestão 5 € (no local) com direito a participar em todas as actividades

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A solidariedade e a sustentabilidade estão de parabéns


A Associação CAIS (Portugal), com uma reconhecida intervenção de solidariedade com os Sem Abrigo, e a Transition Network (Reino Unido), movimento de transição com acções no âmbito da sustentabilidade foram, juntamente com a Livstycket (Suécia), os premiados da 5ª edição (2012) do Prémio de Sociedade Civil da EESC - European Economic and Social Committee, sob o tema "Inovar para uma Europa Sustentável".
O objectivo geral desde Prémio de Sociedade Civil é recompensar as iniciativas promovidos por organizações sociais, com impacto positivo na qualidade de vida dos europeus e no desenvolvimento de uma identidade europeia e do sentido de cidadania.

As iniciativas de sustentabilidade que têm vindo a ser desenvolvidas um pouco por todo o mundo, e onde a Rede de Cidadania se revê, estão de parabéns, assim como os esforços de solidariedade junto dos mais desfavorecidos da sociedade, com um orgulho especial pela representação portuguesa da CAIS.

Por uma cidadania activa e juntos por um mundo mais justo, solidário, de proximidade e sustentável.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Natal Local

ESTE NATAL OFEREÇA COUVES



Este ano voltamos a dinamizar uma forma diferente de comemorar o Natal e, principalmente, sugerir um presente de natal diferente - um talão prenda para compras no Mercado Municipal de Montemor.
Cada talão-prenda custa 5€ e vale 5€ em compras no Mercado. Não há lucro na promoção e ainda oferecemos um calendário da Rede.


POR UMA CIDADANIA ACTIVA E PARTICIPATIVA


• Acreditamos que o desenvolvimento local passa pelo envolvimento de cada cidadão na defesa da sua comunidade.
• Acreditamos que o investimento no comércio local é um dos pilares desse esforço - a circulação de dinheiro dentro de uma economia local beneficia toda a comunidade.
• Acreditamos que a soberania alimentar deve ser outra das preocupações de cada comunidade - se consumirmos mais produtos locais, mais produção haverá.









quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.
Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.


Este sábado, na Banca da Rede, no mercado: Cultura Avieira. Uma exposição de José Valentim Peixe.

Apareçam.




quarta-feira, 17 de outubro de 2012


DOON VALLEY (ÍNDIA), LISBOA, 16 de Outubro 2012 -  Hoje o mundo celebra o dia da alimentação, agradecendo a dádiva da comida e reflectindo sobre a injustiça no acesso a comida nutritiva e culturalmente apropriada, que deixa perto de mil milhões de pessoas à fome e um número ainda maior a sofrer de obesidade (1). Hoje é também o culminar da Quinzena de Acção pelas Sementes Livres, a primeira iniciativa em massa do novo movimento global para a liberdade da semente (2). Num momento crítico em que as sementes locais e tradicionais, que sustentam a alimentação de 75% das pessoas no mundo (3), estão a ser ameaçadas de extinção pela erosão e privatização genéticas, os dinamizadores do movimento pedem a libertação da semente, devolvendo este bem comum fundamental aos povos, para erradicar de vez a fome, a má nutrição e a pobreza.
Segundo o movimento global para a liberdade da semente, a falta e o excesso de comida representam dois lados da mesma medalha: um sistema global de produção de alimentos que privilegia a produção em grande escala de um número reduzido de espécies agrícolas de elevado valor acrescentado (cash-crops), tais como a soja, o milho, a colza e o trigo, em detrimento de centenas de espécies e milhares de variedades de plantas tradicionais (4). A aposta em monoculturas para a exportação e o abandono do cultivo para a auto-suficiência num grande número de países, foram acompanhados por uma perda de 75% da agro-biodiversidade a nível mundial desde 1900 (5).
As organizações e movimentos de base, especialistas, activistas, agricultores, agricultoras, guardiões e guardiãs de sementes que integram a nova aliança global, alertam para o momento de emergência que vivemos, no relatório cívico global sobre o estado das sementes de cultivo, lançado no arranque da campanha a 2 de Outubro (6). O relatório mostra como os actuais regimes de direitos de propriedade intelectual e o continuado crescimento horizontal e vertical das corporações transnacionais, têm resultado numa elevada concentração no mercado global das sementes e em restrições cada vez mais severas para a utilização das sementes, nomeadamente a proibição de guardar sementes protegidas por direitos (7). A física, autora e activista indiana, Vandana Shiva, que fez o apelo inicial para que todos se unissem na luta pela liberdade da semente, afirma: “Se a semente se torna monopólio nas mãos de meia dúzia de corporações, isso significaria a destruição da nossa biodiversidade”.
Centenas de eventos por todo o mundo assinalaram a Quinzena de Acção pelas Sementes Livres (8). Em Portugal foram organizados 17 eventos de Norte a Sul, com trocas de sementes, projecções do filme internacional “A Liberdade da Semente” (Seed Freedom), trabalho comunitário em hortas, oficinas de preservação de sementes tradicionais, e debates e encontros sobre a “emergência” da semente. Hoje pelas 15h30, mulheres e homens defensores de sementes juntar-se-ão num desfile performativo pela Baixa de Lisboa, retratando a “Maria Liberdade da Semente” - uma alusão ao quadro de Delacroix onde a mulher do povo guia o povo -, e distribuindo sementes tradicionais “livres” (9). Antes do desfile, a Campanha pelas Sementes Livres entregará um saco de sementes tradicionais juntamente com a Declaração para a Liberdade da Semente (10) à representação da Comissão Europeia em Portugal.
Para conseguir segurança e soberania alimentares, a diversidade é crucial. As explorações agrícolas biodiversas têm uma produtividade mais elevada com mais nutrientes por hectare do que as explorações que praticam a monocultura (11). Mas a agricultura baseada na biodiversidade só é possível se todos tiverem acesso às sementes adaptadas aos seus ecossistemas e culturas. Só libertando as sementes poderemos libertar a humanidade da fome e da má nutrição. O dia mundial da alimentação é o dia da libertação da semente.
 
Para mais informações:
Lanka Horstink – coordenadora da Campanha pelas Sementes Livres em Portugal, tel 910 631 664, sementeslivres@gaia.org.pt
 
Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro,colher a diversidade
Campo Aberto | GAIA | MPI | Plataforma Transgénicos Fora | Quercus
 
Movimento global para a Liberdade da Semente:
Smitha Peter, Navdanya, http://www.navdanya.org/
 
Notas
1) Burlingame, B. and Dernini, S. (Eds.) (2012). Sustainable diets and biodiversity: Directions and solutions for policy, research and action. Proceedings of the International Scientific Symposium BIODIVERSITY AND SUSTAINABLE DIETS UNITED AGAINST HUNGER, 3–5 November 2010, FAO Headquarters, Rome. Os números para obesidade incluem pessoas com excesso de peso (cerca de dois terços), definido como um índice de massa corporal de > 25%. Dados da WHO (Organização Mundial para a Saúde).
3) ETC Group (2008). Who Owns Nature? Corporate Power and the Final Frontier in the Commodification of Life. ETC Group Report, (publication)
4) FAO (2004) Factsheet “What is agrobiodiversity?”. In “Building on Gender, Agrobiodiversity and Local Knowledge” (2004), FAO.
5) Dados do Banco Mundial, URL http://data.worldbank.org/topic/agriculture-and-rural-development (baseado nos dados da FAO).
7) Segundo o relatório recente de ETC Group, que estuda o sector agrícola e alimentar desde há 30 anos, dez empresas controlam 73% do mercado das sementes comerciais, apenas cinco empresas detêm mais de 50% e uma única empresa, Monsanto, domina 27%. In ETC Group (2011). Who will control the Green Economy?
8) Calendário dos eventos para a Quinzena a nível mundial. Calendário dos eventos em Portugal.
11) Altieri, M.A. (2009). “Agroecology, small farms, and food sovereignty”. Monthly Review Vol 61 Nº 3 p:102-113.
 
Informação adicional
2) Mais sobre as patentes sobre as sementes e suas implicações: http://www.no-patents-on-seeds.org/ + http://seedfreedom.in/learn/who-owns-the-seed/