domingo, 5 de dezembro de 2021

Tempo de repensar estratégias

 


Reunião da Rede de Cidadania 21/11/2021


Presentes: Rogério Godinho, Ana Fonseca, Manuela Rosa, José Rosa, Teresa Pinto Correia

+ Emilia Ribeiro que enviou delegação de voto

+ Leonor Ferreira que informou na ocasião que não podia participar


Decisões:

Tendo em conta:

* o número reduzido de pessoas activas na Rede e a dificuldade nos últimos anos em recrutar novos membros activos;

* a falta de disponibilidade para mais actividade na Rede sentida pelos membros activos;

* a existência na actualidade em Montemor-o-Novo, de outras redes e instituições que desenvolvem actividades que são coincidentes com os objectivos e o memorando fundador da Rede (contribuir para a sustentatbilidade à escala local, envolvimento de cada participante na medida das sua disponibilidade e vontade, acções locais);

* o efeito COVID na dificuldade em organizar encontros presenciais e convívios entre pessoas muito diversas, que eram um dos desígnios da Rede;

Foi decidido manter a Rede activa, mas modificar o formato:

  • A partir de 1 Janeiro 2022, cancelar a presença semanal no Mercado Municipal;
  • Criar um espaço de troca de livros no Mercado, em caixas dispostas numa estante, com coordenação pela Rede mas sem presença regular;
  • Terminar o artigo mensal na Folha de Montemor mas solicitar a possibilidade de um artigo da Rede, com intervalos mais espaçados
  • Dedicar o tempo e energia dos activos na Rede a organizar / dinamizar discussões e acções sobre um tema específico, de forma juntar actores locais e criar uma maior consciência local, eventualmente despoletar outras acções em cada ano: em 2022, a ÁGUA.

Acções:

Marcar reunião com o novo Presidente da CMMontemor-o-Novo, para apresentar o que tem feito a Rede e o que pretende fazer no próximo ano, e propor colaboração para o que possa ser útil em termos de sustentabilidade local – Teresa

Falar com o Topé no mercado, o Daniel como responsável e com  as diversas bancas, para informar que vamos parar a presença no Mercado, que queríamos um espaço permanente de troca de livros e tentar encontrar outra banca ou loja que possa vender os jornais. Falar com a Papelaria Mira – Teresa

Encontro de parceiro (Biblioteca Municipal) e Gestão dos livros para troca no futuro – Manuela e Ana

Artigo para Folha em Dezembro 2021 a explicar as decisões da Rede e a vontade de continuar a estar presente e dinamizar actividades relativas à sustentabilidade local: Rogério começa, Ana e Teresa ajudam

Continuar a gerir mails da Rede - Ana

Organizar evento sobre a Água – Teresa e Ana

Para este evento algumas ideias: a) levantamento junto da população (com divulgação da radio) de poços ou furos que secam começaram a secar, baixa do nível de água), e  respectivo registo e cartografia; b) mobilizar diferentes actores no concelho para organizar evento mesmo abrangente e integrador; c) organizar o evento para março ou Abril 2022; d) Verificar possíveis participantes num evento.

Voluntários para ajudar nesta organização sobre a água,  aceitam-se


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Encontro de Associações no âmbito da Celebração dos 10 anos da Rede de Cidadania

No dia 18 e 19 de Julho de 2020 decorreu o encontro de associações promovido no âmbito da celebração dos 10 anos da Rede de Cidadania, com a participação de 8 associações, para além da Rede de Cidadania: Cooperativa Integral Minga, Abrigo dos Velhos Trabalhadores, Ciranda, A.Mor, Oficinas do Convento, O Espaço do Tempo, ARPI e MontemorMel. Foram contactadas previamente, todas as associações do concelho de Montemor-o-Novo, e estas foram as que responderam e se mostraram interessadas em participar activamente neste diálogo.

As associações apresentaram as suas actividades bem como as áreas que gostariam de desenvolver em conjunto com as outras entidades. Alguns assuntos revelaram serem preocupações preponderantes e comuns aos diferentes interlocutores: 1) as questões relacionadas com a soberania alimentar e economia local; 2) preocupações em relação à gestão mais consciente da água, num sentido lato e, em particular, no rio Almansor, e ainda a necessidade de ter mais árvores, na envolvente do Rio mas também no espaço urbano.

Após os debates no dia 18, foram escolhidos consensualmente pelos participantes dois temas de trabalho a serem desenvolvidos no dia 19, em formato de world-café: Mercado e Rio.

O tema Mercado agregou as questões 1) da dinamização da produção e economia local, da moeda local Mor, Km0 e, para isso, apoio aos produtores e aos circuitos curtos de comercialização (incluindo processamento e distribuição), 2) da dinamização do próprio Mercado e 3) do reforço do sentido de comunidade e do Mercado como espaço privilegiado para integração entre todos e de quem chega de novo, conversas e palestras. O tema Rio agregou as problemáticas 1) da gestão sustentável da água; 2) das árvores e zonas silvestres (sebes e galerias ripícolas) importantes para a amenização do micro-clima e captação de água na bacia hidrográfica do rio Almansor; 3) a recuperação do rio Almansor como forma de aproveitar o seu potencial na produção apícola, educação ambiental, ligação com a escola, lazer e espaço de convívio,  memória e identidade e  recuperação de práticas associadas aos moinhos do rio e às hortas das várzeas. 

A cada grupo foi pedido que formulasse uma visão de cada tema numa perspectiva temporal de 10 anos e, em função dessa visão, fossem criadas estratégias para atingir esse objectivo, aproveitando as competências das diferentes entidades e pessoas interessadas e procurando o envolvimento da comunidade.

A visão condutora do Grupo Mercado que resultou dos trabalhos foi de um mercado municipal como espaço de identidade montemorense onde se valorizam e reconhecem produtos da economia local, sendo que estes são a larga maioria dos produtos comercializados (frescos ou processados) e do mercado como espaço de convívio e de cooperação. Nas propostas de ação para a realização destes objectivos emergiram 1) a importância de alargar o espaço a novas funções de modo a ser atrativo para mais pessoas e durante mais tempo na semana, nomeadamente como espaço convivial em torno do consumo de produtos locais no próprio mercado; 2) desenvolver uma estratégia de comunicação para divulgar o Mercado e as suas atividades e dinamização do espaço através de pequenas actividades de entretenimento ou conversa, com o envolvimento de associações locais; 3) apoiar e capacitar os produtores locais, através de organização da produção e venda, e resolução de problemas de licenciamento de produção e / ou transformação.

Para alcançar estes objectivos, as várias associações vão mobilizar-se e trabalhar em conjunto. Mas precisamos de colaboração de todos. Os que estão interessados, podem dirigir-se à Banca da Rede de Cidadania, ou da Cooperativa Minga, no mercado, aos Sábados de manhã.

A visão condutora do Grupo Rio foi de uma re-aproximação da cidade e dos cidadãos ao Rio Almansor, no sentido urbanístico, económico, lúdico e educacional e como símbolo do empenho e envolvimento da comunidade na defesa da água enquanto bem comum envolvendo, obrigatoriamente, um esforço de arborização da sua bacia hidrográfica e preservação da biodiversidade associada a este ecossistema silvestre. É inegável que ocorreu um progressivo afastamento de Montemor ao Rio Almansor, no entanto continua a existir uma forte ligação dos montemorenses a esta zona ribeirinha - o facto de em Montemor lhe chamarem “Rio”, quando fora da cidade é considerada apenas ribeira, é significador da importância que constitui como repertório de memórias e de identidade dos montemorenses. Este é um assunto sobre o qual existe muito trabalho já desenvolvido por várias entidades e, por outro lado, do debate das ideias agrupadas em torno do tema Rio, resultaram múltiplas propostas de acção, com preocupações e objectivos diversos que necessitam de ser enquadradas e interligadas. Desta forma, foi considerado indispensável começar por revisitar o trabalho já feito e torná-lo disponível para todos, de modo que todos possam partir da mesma base de trabalho. Foi decidido organizar um encontro em Novembro para apresentação do trabalho já existente, tentando também chamar outras pessoas e entidades com competências nesta matéria. Nesta reunião definir-se-á, então, uma estratégia integrada de actuação, envolvendo as diferentes propostas avançadas: 1) campanhas de sensibilização da população em torno do Rio Almansor; 2) campanhas de educação ambiental junto da população escolar; 3) acções de recuperação do rio; 4) acções de exigência de cumprimento das determinações legais em relação aos caudais ecológicos e acesso livre às margens do rio;  5) estudar a constituição de um Movimento Cívico pelo Rio que envolva todos os interessados nas diversas actividades que se possam aí desenvolver. Todos os interessados estão, desde já, convidados a integrarem os trabalhos.

O Texto de resumo dos trabalhos encontra-se aqui.


Grupo Coordenador da Rede de Cidadania de Montemor-O-Novo

sábado, 18 de julho de 2020

A Rede na Folha de Montemor


na



A Rede mantém uma colaboração regular com o Jornal Folha de Montemor.

Desde 2011 foram publicados por colaboradores da Rede e em nome da Rede 91 artigos. Em Julho de 2020, integrado na celebração dos 10 anos da Rede de Cidadania de Montemor-O-Novo, foi feita uma colectânea dos artigos publicados até este mês. Esta colectânea está disponível em pdf e ebook nos links abaixo


Celebração dos 10 anos da Rede de Cidadania de Montemor-O-Novo



 

18 e 19 de Julho 2020 – Encontro entre associações, cooperativas e redes do concelho


Objectivo: Durante este encontro pretendemos conhecer melhor as actividades e objectivos de diversas entidades associativas e cooperativas, que pretendem contribuir para a sustentabilidade à escala local. Pretendemos identificar aquilo que temos em comum e que é complementar, e como podemos trabalhar em conjunto para melhor atingirmos os nossos objectivos.

Participantes: Convidámos todas as associações do concelho de Montemor-o-Novo. Participam os que nos responderam.

Quando : 18 de Julho de 2020 à tarde e jantar-convívio, 19 de Julho de manhã

Onde: Biblioteca (a confirmar)

Programa 

Sábado dia 18 das 14h00 às 18h30 – O que somos | Objectivos para 2030

14h00|15h30 – Apresentações das entidades participantes 

Breve apresentação de 5 min cada – área de actuação, que actividades e experiência nas áreas que selecionaram no pequeno questionário enviado,  que interesses para o futuro

15h30 – Lanche Km0 

16h00|17h00 – Apresentação das entidades (continuação)

17h00 - Pausa

17h30|18h30 – O que temos em comum? Que temas nos mobilizam ?: co-construção 

19h00 – Jantar volante Km0: cada um traz um contributo, salgado + os seus talheres. Rede leva pratos e copos, vinho e água, e um bolo dos 10 anos.

Domingo dia 19 das 10h00 às 13h00 – Futuro | O que podemos fazer em conjunto para chegar aos nossos objectivos 

10h|11h00 - O que podemos fazer em conjunto: World café por temas, sobre cada tema escolhido no Sábado

11h00 - Café Km0

11h30|12h30 - Próximos passos 2020-2030: Discussão em grupos, por temas

12h30|13h00 - Plenário: conclusões




ETIQUETA SOCIAL


É importante que a vida continue mas, devido à pandemia Covid 19 é indispensável manter-mos uma responsabilidade social adequada à gravidade sanitária e, neste momento, a região de Évora tem muitos casos na comunidade. Qualquer um de nós poderá estar positivo e contaminante, pelo que temos de manter os melhores cuidados de etiqueta social.

    • A reunião será efectuada na Biblioteca, com duas cadeiras de intervalo entre cada pessoa.
    • Todos devemos usar máscara permanentemente, excepto para falar.
    • Todos deveremos desinfectar as mão à entrada.
    • No word-coffee, ao mudar-mos de mesa de trabalho, temos a responsabilidade de desinfectar a cadeira em que se vai sentar.
    • Nas refeições, cada um deverá trazer os seus próprios talheres e trazer comida que seja facilmente partilhável, sem misturas de talheres
    • Por estas razões, existe uma limitação do número de participantes e só poderá estar presente na reunião quem estiver inscrito.
    • Quem não for participante directo e queira acompanhar os trabalhos, por favor inscreva-se pelo mail: cidadania.montemor@gmail.com


TODOS TEMOS RESPONSABILIDADES SANITÁRIAS


Dados os limites ao número de pessoas que podem participar em actividades em grupo, na actual situação de pandemia, informamos que as inscrições para a participação no Encontro de Celebração dos 10 anos da Rede de Cidadania se encontram fechadas. 
No entanto, podem sempre aparecer para o bolo de aniversário - a partir das 19 horas, no pátio da biblioteca.

Muito obrigado a todos

segunda-feira, 25 de maio de 2020

JANTAR KM0 SEXTA-FEIRA, 29/05/20, PELAS 20:30H NO RESTAURANTE O LEILÃO

Caros Convivas,

Estes últimos meses têm sido tempos difíceis para todos. O confinamento social, indispensável ao combate à pandemia Covid-19, fechou-nos em casa com saudades das jantaradas com os amigos. 
Esse confinamento tem tido e continua a ter uma repercussão económica e social considerável. Mas tem servido também para melhor percebermos a importância de defender a produção alimentar local, para valorizar o comércio de proximidade, para re-orientar a produção industrial virada para as necessidades do país, de modo a reduzir a dependência do exterior.
O problema ainda não terminou mas, agora que começamos a recuperar a nossa vida social e a tentar sarar as feridas económicas, é também importante que todos estejamos presentes participando activamente na retoma, na medida das possibilidades de cada um, e portarmos-nos tão bem no desconfinamento como nos portámos no confinamento. 
É altura de apoiar e dar um sinal de confiança à restauração. É altura de retomarmos os Jantares Km0. 

Não podemos contudo minimizar a necessidade de protecção individual e de grupo, uma vez que se o processo de desconfinamento correr mal, com um agravamento epidémico, as repercussões sanitárias, económicas e sociais serão consideráveis. Temos o dever de nos manter cuidadosos e respeitosos para com os outros, mantendo uma etiqueta social e respiratória apropriada.

O jantar será servido na esplanada do Leilão, com mesa colocada de forma a existir uma cadeira de intervalo entre os comensais - razão pelo que a lotação de inscrições é de 20 pessoas. É esperado que todos cheguem de máscara (mas sem necessidade de a manter durante o jantar) e desinfectem as mãos à chegada.

O Preço é de 15€ e deverão inscrever-se através do mail km0mmn@gmail.com até 5Feira, 28/05, às 20 horas. Depois desta hora só directamente com o restaurante. A inscrição será por ordem de chegada ao mail. 
O menu está à altura do que esperamos do Leilão.

Sopa: Puré de nabiça
Entradas: Ovos c/ farinheira, cogumelos temperados, mista de enchidos grelhados.
Prato principal: Carne do alguidar com migas alentejanas.
Sobremesas: Salada de fruta e bolo de laranja
Bebidas: Vinho branco e tinto, limonada, água da torneira e cafés.

PREÇO: 15€
LOTAÇÃO: 20 PESSOAS

Abraços Km0

terça-feira, 19 de maio de 2020

Banca do Mercado

Depois de se ter encerrado a Banca da Rede no mercado, devido às necessidades de reclusão social, está agora na altura de a reactivar
Pretendemos reabrir a banca da Rede no Mercado, se possível ainda num dos sábados de Maio. 
Quem estiver disponível para assegurar um Sábado por favor responda ao mail que irá chegar,  do José Rosa,  sobre o assunto.

Muito obrigado
Grupo Coordenador.

10 Anos de Rede de Cidadania

Caros Redistas

Em Setembro de 2019 decidimos, na reunião da Rede, que devíamos organizar uma celebração dos 10 anos da Rede, que são agora em Julho de 2020. Como já vos informámos antes, o Grupo de Coordenador juntou e discutiu ideias e está a organizar esta celebração, para o fim de semana de 18 e 19 de Julho de 2020. Esperemos que entretanto já nos possamos juntar e fazer uma celebração como gostaríamos.

Como preparação para este fim de semana de conversa, tínhamos programado umas sessões na Escola Secundária e queríamos desafiar os alunos e proporem iniciativas para a sustentabilidade local, que gostassem de desenvolver e nas quais os pudéssemos ajudar. Isto não foi possível devido à crise COvid-19. Também tínhamos previsto uma conversa informal com a população, agora em Maio, mas também esta não vai provavelmente ser possível, pelo menos para já.

De qualquer forma, em Julho contamos que seja possível juntarmo-nos.  Já convidámos todas as Associações do concelho, a juntarem-se a nós. Contamos organizar a conversa de forma a  1) conhecermos as iniciativas e acções, em curso ou previstas,  que contribuem para a sustentabilidade local, e 2) identificarmos que objectivos temos em comum e em que acções podemos colaborar e juntar esforços. E contamos festejar, também. Temos previsto uma sessão no Sábado de tarde, um jantar Km0 e uma festa com baile à noite, e outra sessão de debate, Domingo de manhã.

Naturalmente teremos que respeitar as regras que estiverem em vigor nessa altura, em relação ao surto do COvid-19.

Por favor digam-nos, os que querem colaborar. E pedimos também que marquem o 18 e 19 de Julho no calendário, para celebrarmos a Rede.

O Grupo Coordenador

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Comemorações dos 10 anos de Rede de Cidadania



A Rede de Cidadania de Montemor-o-Novo é constituída por um grupo de cidadãos que residem neste concelho e que desenvolvem actividades associadas à promoção da sustentabilidade ecológica, social e económica da sua área de abrangência. Este ano celebramos 10 anos de existência e gostaríamos de o celebrar em conjunto com outras associações e grupos formais e informais do nosso concelho, cujos objectivos se aproximam dos nossos. Desta forma gostaríamos de convidar a sua associação/grupo para um Encontro que decorrerá nos dias 18 e 19 de Julho, no Mercado Municipal renovado. Durante este encontro teremos oportunidade de conhecer melhor os objectivos e actividades de cada associação ou grupo, aquilo que temos em comum e possibilidades de nos complementarmos uns aos outros, bem como identificar em que é que poderemos trabalhar em conjunto para conseguirmos maior impacto. Para facilitar apresentações e adiantarmos trabalho, agradecemos que preencham uma pequena ficha que ficará posteriormente afixada e passível de ser lida por todos nós durante o Encontro.
Desta forma agradecemos confirmação da presença da sua associação neste encontro bem como a devolução da ficha que se anexa até ao dia 31 de Maio.

Programa proposto:
Dia 18 – O que somos | Objectivos para 2030
14h|15h30 – Apresentações de entidades          
10h|13h – Sessão de trabalho conjunto, por temas
15h30 – Lanche Km0     
16h00|17h00 – Apresentação das entidades      
17h00|18h30 – O que temos em comum? Que temas nos mobilizam?   
19h – Jantar volante Km0           
21h – Baile com o Rancho Etnográfico de Montemor-o-Novo     
Dia 19 – Futuro | O que podemos fazer em conjunto para chegar aos nossos objectivos
Lanche Km0 disponível durante os trabalhos

Concurso para Lojas e Bancas no Mercado Municipal


A CM MMN tem um concurso aberto para candidaturas a bancas e lojas no Mercado Municipal cujas obras de recuperação estão a terminar, conforme texto abaixo.

Informa-se que se encontra aberto até ao dia 29 de maio de 2020 o período para apresentação de propostas para os seguintes espaços do Mercado Municipal:
- Loja 1 – Padaria/Cafetaria
- Lojas 2 e 3 – Restauração e Bebidas
- Loja 4 – Talho
- Loja 5 – Mercearia
- Loja 6 – Outros Produtos Alimentares
- Bancas para venda de produtos hortícolas, frutícolas, queijos, enchidos e outros produtos alimentares
- Banca Venda de Peixe

As candidaturas devem ser apresentadas em formulário próprio, que se anexa. Para mais informações consultar o Edital de cada um dos procedimentos e o Regulamento do Mercado Municipal.

O formulário de candidatura e regulamentos podem ser consultados aqui:

segunda-feira, 16 de março de 2020

Banca da Rede no Mercado Municipal - COVID 19

Informamos que até uma data indeterminada, a banca da Rede no Mercado não estará em funcionamento.
Para qualquer contacto é favor utilizar o nosso email: cidadania.montemor@gmail.com


domingo, 8 de dezembro de 2019

A Rede na Folha de Montemor

MÊS: 2019-12
AUTORES: Ana Fonseca


Quando, em 2005, passei parte das férias de Natal debaixo de uma azinheira a apanhar
quantidades infindáveis de bolota, para fazer umas experiências de culinária, estava longe de
imaginar a proporção que o consumo de bolotas iria tomar uns anos depois. Isto terá
acontecido não muito longe de onde o pai do Mestre Salgueiro iria apanhar bolotas para
vender aos fazendeiros da Maia (para estes darem aos seus porcos) e assim fazer algum
dinheiro extra. 14 anos depois, o cenário mudou bastante e temos cerca de 10 empresas a ter
um rendimento consistente com base na transformação deste produto para a alimentação
humana, e uma miríade de outras proto empresas, que vão fazendo as suas experiências
incrivelmente diversas, de norte a sul do país. Desde leites, patês, pão, bombons, a
hambúrgueres, esparguete, ou bolachas e café, a imaginação, nesta área, parece não ter fim.
A bolota é um produto que apaixona e isto porque se encontra associada à recoleção, ao
envolvimento com a Natureza selvagem e a sua capacidade de gerar alimentos de forma
generosa, sem intervenção Humana. É o fruto de uma grande família, os carvalhos, que por
sua vez se subdivide em inúmeras espécies que se distribuem por todo o mundo, desde a
Coreia, à Califórnia, desde a Dinamarca a Marrocos. Em todas estas regiões o homem comeu
bolotas e criou técnicas para retirar os seus taninos que as defendem dos ataques dos insetos,
mas também as tornam amargas. Uma das técnicas era “o avelar” em que se as punham num
“cesto azeitoneiro”, feitos com rebentões de oliveira, no fumeiro, durante o inverno. Perdiam
os taninos e ficavam como as avelãs.
Há quem ainda lembre as “Castanholas”, provenientes de uma ou outra azinheira,
distribuídas no meio do montado, e que davam bolotas que pareciam castanhas de tão gordas
e doces que eram. E ainda quem fale de se conservarem em grandes tanques em salmoura,
para dar aos porcos no resto do ano, ou da fábrica que fazia óleo de bolota e rações para
animais, em Évora. E há ainda a má memória da fome e de comer bolotas porque não havia
mais nada.
A bolota foi ainda alvo de questões políticas quando os romanos chegaram à Península
Ibérica e perceberam que os locais não produziam trigo que pudesse servir de alimento aos
seus soldados, porque comiam bolotas. Então, toda uma campanha foi montada para
denegrir quem consumia bolotas, de forma a promover o trabalho da terra e a produção do
trigo. Campanha que se repetiu em Espanha, quando Franco recusou o pão de bolota como
alimento para aqueles que passavam fome, não querendo dar parte de fraco e reconhecer os
problemas que o país enfrentava. E lembremos ainda os Carvalhos, que eram usados como
ponto de encontro para as deliberações e reuniões locais das comunidades autodeterminadas,
em períodos em que o governo central não chegava às províncias do interior.
A bolota, esse alimento tão democraticamente distribuído, volta a ser alvo de reconhecimento
e transformação entusiasta. De alimento para os porcos, transformou-se em “alimento
funcional”, com propriedades nutritivas reconhecidas, um elevado poder antioxidante e
ausência de glúten, que o torna muito adequado para celíacos.
A bolota representa, desta forma, um rendimento extra, proveniente de uma gestão
sustentável e multifuncional dos nossos Montados. Mas também pode representar um
rendimento para os Carvalhais do nosso país, na sua maioria votados ao abandono, e ser
assim uma razão para a sua gestão sustentável. Vários municípios e indivíduos, manifestaram
já a vontade de abraçar este desafio. O Município de Montemor-o-Novo tomou a dianteira e
tem, em conjunto com diversos parceiros da região, promovido este produto junto da
restauração local. A Confraria Ibérica da Bolota vai, entretanto, ser criada e terá a sua sede
na Herdade do Freixo do Meio.
Possa este entusiasmo dinamizar um produto acima de tudo discreto e versátil e que a sua
promoção sirva para manter uma rede de empresas diversa, representativa da autenticidade e
criatividade do território, como resultado da exploração de sistemas multifuncionais
sustentáveis como são os nossos Montados e Carvalhais.

Ana Margarida Fonseca, 07/12/2019

sábado, 7 de dezembro de 2019

Km0 Montemorense nomeado para Prémio Notável Agro Santander





Não sei se é para ficarmos orgulhosos ou não, pois a notícia e nomeação parece-me revelar desconhecimento do que é a Rede de Cidadania e o Km0 Montemorense confundido com um projecto agrícola sustentável promovido por uma empresa agrícola mas, de qualquer modo, o facto do Km0 Montemorense despertar as atenções é, sem dúvida, relevante e aqui fica a notícia, e o link da página do evento.

Os Prémios Notáveis Agro Santander são prémios promovidos pelo banco Santander, em 4 categorias - Exportação, Sustentabilidade, Inovação, Empreendedorismo - e organizados pelo Global Media Group (DN, JN, TSF, Dinheiro Vivo), enquanto media partner do Banco Santander.
A escolha dos nomeados foi orientada pela Prof. Ana Costa Freitas, Licenciada em Agronomia e doutorada em Biotecnologia Alimentar, além de ex-conselheira da Comissão Europeia entre 2011 e 2013. A gala de entrega dos Prémios Notáveis Agro Santander 2020 será a 25 de fevereiro de 2020, no Auditório Santander, em Lisboa, e inclui um total de 85 nomeados em cinco categorias.

As 13 empresas nomeadas são: Delta Cafés (Cápsulas de café 100% biodegradáveis e sem plástico); Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (Garantir vinhos mais sustentáveis); Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local (Aldeias Sustentáveis e Ativas); EDIA (Valorizar resíduos de plástico); Associação de Recursos Hídricos (Calcular a pegada hídrica); Herdade da Camoeira (Gestão sustentável do montado no combate às alterações climáticas); Sociedade Agrícola do Freixo do Meio (O montado tem novo design); Algaplus (Produzir algas em aquacultura); Aromas e Boletos (Cogumelos silvestres e ecológicos); KM 0 Montemorense (Produzir local e tradicionalmente); HNV Link (Agricultura de elevado valor); Instituto Politécnico de Portalegre (Métodos para produzir forragens em sementeira direta); Cereja do Fundão (Juntar cereja, mel e carqueja).

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Km0 Alentejo




Página nova no Blogue da Rede: Km0 Alentejo


Apesar de não ser uma acção da Rede de Cidadania de Montemor-O-Novo, pretendemos deixar nesta página notícias sobre o Km0 Alentejo, pois é uma evolução de um projecto iniciado pela Rede e por elementos da Rede, através do ICAAM, na Universidade de Évora.


DIVULGAÇÃO: Proposta de Regulamento do Mercado Municipal de MMN

DR, 2ª série, de 29/11/2019, nº 230, Parte H, página 331

MUNICÍPIO DE MONTEMOR-O-NOVO
Aviso n.o 19260/2019

Sumário: Consulta pública da proposta de Regulamento do Mercado Municipal de Montemor-o-
-Novo.

Consulta pública

Nos termos do disposto no artigo 101.o do Código do Procedimento Administrativo e do disposto
no artigo 241.o da Constituição da Republica Portuguesa, torna -se público que a Câmara Municipal,
em reunião de dezasseis de outubro de dois mil e dezanove, deliberou submeter a consulta pública,
pelo prazo de 30 dias úteis, a contar da data de publicação do presente Aviso em 2.a série do Diário
da República a Proposta de Regulamento do Mercado Municipal de Montemor -o -Novo, estando o
texto disponível no sitio eletrónico do Município ou presencialmente nos Serviços de Atendimento
da Câmara Municipal.
Os interessados poderão dirigir por escrito as suas sugestões endereçadas à Presidente da
Câmara Municipal, Largo dos Paços do Concelho, 7050 -127 Montemor -o -Novo ou remeter por
correio eletrónico para o endereço rsampaio@cm -montemornovo.pt no período acima mencionado.
18 de outubro de 2019. — A Presidente da Câmara Municipal, Hortênsia dos Anjos Chegado
Menino.

Proposta de Regulamento

DIVULGAÇÃO: Caravana AgroEcológica em Montemor-o-Novo



Desde Maio deste ano o grupo de investigação da Professora Sara Magalhães do cE3c, FCUL tem estado a trabalhar numa nova missão: tentar estreitar as relações entre investigação, produtores e consumidores (principalmente de produtos hortícolas) através da Agroecologia. Neste momento o grupo estão  a avançar com 3 iniciativas - os Dias Abertos dos Produtores, as Hortas nas Escolas e a Caravana AgroEcológica.

A Caravana AgroEcológica procura dar a conhecer a Agroecologia. Consiste numa metodologia participativa que resulta na realização de 4 rotas onde em Junho de 2020 se irá visitar experiências agroecológicas por diferentes regiões de Portugal. Participam na caravana agricultores, órgãos de comunicação social, escolas, instituições políticas e não-governamentais e consumidores em geral. As rotas têm prevista a duração de 4 dias, 3 noites e irão abordar de forma integrada os temas SOLO » SEMENTES » PLANTAS » ANIMAIS » CONSUMO, representando o ciclo dos agroecossistemas. No último dia, as rotas encontrar-se-ão no mesmo local (a Herdade do Freixo do Meio) onde os participantes irão partilhar as experiências vividas, com o objetivo de co-construir propostas para a criação de políticas publicas de apoio à Agroecologia. De forma a incluir a participação de todos, criámos os Amigos da Caravana AgroEcológica, onde os interessados podem acompanhar e participar na co-construção da Caravana. 
Com a Caravana AgroEcológica pretendemos fortalecer as redes e comunidades de agroecologia em Portugal.

O processo de co-construção da Caravana AgroEcológica apoia-se em várias equipas: os Mentores, que pontualmente ajudam a construir a Caravana nas suas áreas de especialização; a Comissão de Acompanhamento, um grupo de peritos que participa na co-construção da estrutura, princípios e objetivos da Caravana e das suas rotas; a Comissão Organizadora que agiliza e operacionaliza a Caravana; e as Equipas das Rotas que, localmente, colaboram na co-construção de cada rota.

A Comissão de Acompanhamento reuniu e definiu, entre outros, a pergunta, os objetivos e porque regiões devem passar as rotas da Caravana.

A Pergunta:
O que é a Agroecologia? Porquê e como a sociedade a deve apoiar?

Os objetivos:
__Fundamentar o conceito de Agroecologia, baseado em exemplos de boas práticas e perceções de diversos grupos de atores;
__Construir de forma participada conhecimento baseado na reflexão das experiências vividas principalmente por agricultores;
__  Conhecer e partilhar a realidade, importância e exemplos da Agroecologia em Portugal, envolvendo todos os seus atores.
__Co-construir linhas orientadoras e propostas para a adoção de políticas públicas de apoio à Agroecologia em Portugal;
__Fortalecer as redes e comunidades de Agroecologia em Portugal.

As regiões por onde devem passar as rotas:

ROTA 1 Beira Alta | Viseu Dão Lafões (rota realizada em parceira com outro projecto)
ROTA 2 Minho | Beira-Litoral | Ribatejo 
ROTA 3 Trás-os-Montes | Beira-Alta/Baixa |Alto -Alentejo 
ROTA 4 Algarve | Alentejo -Litoral |Baixo -Alentejo 

O processo de co-construção das rotas está a iniciar-se  localmente, pretendem  contar com a colaboração de mulheres e homens agricultores, associações locais, ONG's, cooperativas, juntas de freguesia, municípios, instituições, artistas, escolas e universidades locais.

Assim a  reunião para a co-construção da ROTA 4 Algarve | Alentejo -Litoral |Baixo -Alentejo  irá realizar-se no Auditório da Biblioteca Municipal de Montemor-o-Novo, dia 10 de Dezembro, terça-feira, pelas  15h00.

O objetivo da reunião é o seguinte:

- Apresentação da Caravana AgroEcológica (o que é, como funciona e o que pretende)
- Partilha pelos  participantes da sessão  de  experiências agroecológicas que  sejam  interessantes visitar durante a rota e porquê
- Outras informações

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Feira da Luz 2019 - moeda local

A Rede de cidadania convida todos os interessados pelo tema da moeda local a dirigir se ao pavilhão da associação A.MOR, associação para a moeda local de Montemor-o-Novo entre as 20 e 24h.
O pavilhão está na primeira "rua", logo a entrada da rua Manuel da Fonseca, perto do Palco das Tasquinhas.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

9 anos, foi no dia 17 de julho

Caros Redistas
Julho é mês de aniversário da Rede. Este ano fazemos 9 anos (!)
Por favor reservem já a data – a ver se nos encontramos todos e temos tempo para conversar.
Vamos celebrar no dia 24 de Julho, que é uma quarta-feira, mesmo ao fim da tarde, no Castelo, junto à Igreja de Santiago, onde já fizemos um pic-nic há uns anos.
A ideia é cada um levar qualquer coisa para comer e beber, incluindo copo e prato e talheres, e um banco ou cadeira para se sentar. E gostávamos de conversar sobre os grupos de trabalho e projectos que estão a funcionar, possíveis desenvolvimentos e cruzamentos entre eles, e sobre outros projectos que alguém queria lançar. E ficarmos a conversar com tempo. O Grupo Coordenador leva o Bolo de Aniversário !

Obrigado a todos
Grupo Coordenador da Rede de Cidadania

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

um desejo para 2019



Para começar bem 2019, gostávamos de refletir com ajuda da mensagem de um consultor/comentador que alguns poderão conhecer, no caso de seguirem a política internacional. Esta pessoa foi um diplomata britânico, era um político em ascensão, especialista nas questões mundiais mais difíceis e demitiu-se do seu cargo em 2003. Carne Ross, é seu nome, escreveu em 2011 “The Leaderless Revolution – How Ordinary People Will Take Power and Change Politics in the 21st Century” ou seja resumidamente como expressa o título em português: “A revolução sem líder” (Bertrand Editora, 2012). Porque falar deste livro nesta altura? Simplesmente, porque Carne Ross oferece para o início do ano, a mensagem, mais encorajadora que alguma vez poderemos ouvir vindo de alguém que esteve “metido até ao pescoço” na política internacional, a saber que existe forma de resgatar a esperança de que um mundo melhor, mais justo e equilibrado está ao nosso alcance.
O que nos diz Carne Ross e o que é que isso tem a ver com a Rede de Cidadania?
Na página 27 do seu livro, podemos ler: “Contudo, nesta crise existencial, eis que é revelado o primeiro ponto de apoio firme na face do penhasco dos problemas intransponíveis. A resposta tanto para a crise pessoal como para a crise coletiva é a mesma. E é simples. Pode ser apresentada por uma única palavra: arbítrio. Ter arbítrio sobre os acontecimentos – a sensação de controlo - é algo drasticamente ausente da condição contemporânea. A sua captura está disponível através de um mecanismo simples: a ação.” Assim chegamos à Rede de Cidadania, onde o que é feito vem da vontade das pessoas envolvidas deixando para trás a sensação de impotência perante os problemas. O individuo revela-se como motor da mudança que ele quer ver no mundo porque “significa que as ações no nosso próprio microcosmo podem ter consequências globais.” (p. 31) Isto é diferente de querer mudar o mundo complexo, tarefa muito difícil e com objetivos quase inatingíveis face à multitudes de problemas de todas as ordens (sociais, ambientais,…).
Agir é assumir os benefícios do debate e da responsabilidade partilhada, oferece uma maior sensação de cooperação, respeito e comunidade com os outros. Permite responder a uma necessidade, muitas vezes esquecida pela atual obsessão de bem-estar material, uma mais profunda sensação e propósitos próprios.
Obviamente, a Rede de Cidadania não se apresenta como salvadora da comunidade, longe disso, sejamos humildes, mas garante aos que se envolvem que localmente e sobre questões com as quais se preocupam, podem ter uma ação, se se-organizarem para tal.
Pelo que para 2019, temos um desejo claro: mais AÇÃO de todos!