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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A Saúde do Solo e das Plantas

Integrado no projecto "Banco de Terras", realizou-se nos dias 13/09/14 e 20/09/14 uma acção de formação sobre a saúde do solo e das plantas. A formadora e responsável pelos conteúdos foi a Engª Agrónomo e Técnica de Agricultura Biológica Catarina Helena Silva Joaquim.
Para os interessados, disponibiliza-se aqui o Manual da Acção de Formação.




quarta-feira, 17 de outubro de 2012


DOON VALLEY (ÍNDIA), LISBOA, 16 de Outubro 2012 -  Hoje o mundo celebra o dia da alimentação, agradecendo a dádiva da comida e reflectindo sobre a injustiça no acesso a comida nutritiva e culturalmente apropriada, que deixa perto de mil milhões de pessoas à fome e um número ainda maior a sofrer de obesidade (1). Hoje é também o culminar da Quinzena de Acção pelas Sementes Livres, a primeira iniciativa em massa do novo movimento global para a liberdade da semente (2). Num momento crítico em que as sementes locais e tradicionais, que sustentam a alimentação de 75% das pessoas no mundo (3), estão a ser ameaçadas de extinção pela erosão e privatização genéticas, os dinamizadores do movimento pedem a libertação da semente, devolvendo este bem comum fundamental aos povos, para erradicar de vez a fome, a má nutrição e a pobreza.
Segundo o movimento global para a liberdade da semente, a falta e o excesso de comida representam dois lados da mesma medalha: um sistema global de produção de alimentos que privilegia a produção em grande escala de um número reduzido de espécies agrícolas de elevado valor acrescentado (cash-crops), tais como a soja, o milho, a colza e o trigo, em detrimento de centenas de espécies e milhares de variedades de plantas tradicionais (4). A aposta em monoculturas para a exportação e o abandono do cultivo para a auto-suficiência num grande número de países, foram acompanhados por uma perda de 75% da agro-biodiversidade a nível mundial desde 1900 (5).
As organizações e movimentos de base, especialistas, activistas, agricultores, agricultoras, guardiões e guardiãs de sementes que integram a nova aliança global, alertam para o momento de emergência que vivemos, no relatório cívico global sobre o estado das sementes de cultivo, lançado no arranque da campanha a 2 de Outubro (6). O relatório mostra como os actuais regimes de direitos de propriedade intelectual e o continuado crescimento horizontal e vertical das corporações transnacionais, têm resultado numa elevada concentração no mercado global das sementes e em restrições cada vez mais severas para a utilização das sementes, nomeadamente a proibição de guardar sementes protegidas por direitos (7). A física, autora e activista indiana, Vandana Shiva, que fez o apelo inicial para que todos se unissem na luta pela liberdade da semente, afirma: “Se a semente se torna monopólio nas mãos de meia dúzia de corporações, isso significaria a destruição da nossa biodiversidade”.
Centenas de eventos por todo o mundo assinalaram a Quinzena de Acção pelas Sementes Livres (8). Em Portugal foram organizados 17 eventos de Norte a Sul, com trocas de sementes, projecções do filme internacional “A Liberdade da Semente” (Seed Freedom), trabalho comunitário em hortas, oficinas de preservação de sementes tradicionais, e debates e encontros sobre a “emergência” da semente. Hoje pelas 15h30, mulheres e homens defensores de sementes juntar-se-ão num desfile performativo pela Baixa de Lisboa, retratando a “Maria Liberdade da Semente” - uma alusão ao quadro de Delacroix onde a mulher do povo guia o povo -, e distribuindo sementes tradicionais “livres” (9). Antes do desfile, a Campanha pelas Sementes Livres entregará um saco de sementes tradicionais juntamente com a Declaração para a Liberdade da Semente (10) à representação da Comissão Europeia em Portugal.
Para conseguir segurança e soberania alimentares, a diversidade é crucial. As explorações agrícolas biodiversas têm uma produtividade mais elevada com mais nutrientes por hectare do que as explorações que praticam a monocultura (11). Mas a agricultura baseada na biodiversidade só é possível se todos tiverem acesso às sementes adaptadas aos seus ecossistemas e culturas. Só libertando as sementes poderemos libertar a humanidade da fome e da má nutrição. O dia mundial da alimentação é o dia da libertação da semente.
 
Para mais informações:
Lanka Horstink – coordenadora da Campanha pelas Sementes Livres em Portugal, tel 910 631 664, sementeslivres@gaia.org.pt
 
Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro,colher a diversidade
Campo Aberto | GAIA | MPI | Plataforma Transgénicos Fora | Quercus
 
Movimento global para a Liberdade da Semente:
Smitha Peter, Navdanya, http://www.navdanya.org/
 
Notas
1) Burlingame, B. and Dernini, S. (Eds.) (2012). Sustainable diets and biodiversity: Directions and solutions for policy, research and action. Proceedings of the International Scientific Symposium BIODIVERSITY AND SUSTAINABLE DIETS UNITED AGAINST HUNGER, 3–5 November 2010, FAO Headquarters, Rome. Os números para obesidade incluem pessoas com excesso de peso (cerca de dois terços), definido como um índice de massa corporal de > 25%. Dados da WHO (Organização Mundial para a Saúde).
3) ETC Group (2008). Who Owns Nature? Corporate Power and the Final Frontier in the Commodification of Life. ETC Group Report, (publication)
4) FAO (2004) Factsheet “What is agrobiodiversity?”. In “Building on Gender, Agrobiodiversity and Local Knowledge” (2004), FAO.
5) Dados do Banco Mundial, URL http://data.worldbank.org/topic/agriculture-and-rural-development (baseado nos dados da FAO).
7) Segundo o relatório recente de ETC Group, que estuda o sector agrícola e alimentar desde há 30 anos, dez empresas controlam 73% do mercado das sementes comerciais, apenas cinco empresas detêm mais de 50% e uma única empresa, Monsanto, domina 27%. In ETC Group (2011). Who will control the Green Economy?
8) Calendário dos eventos para a Quinzena a nível mundial. Calendário dos eventos em Portugal.
11) Altieri, M.A. (2009). “Agroecology, small farms, and food sovereignty”. Monthly Review Vol 61 Nº 3 p:102-113.
 
Informação adicional
2) Mais sobre as patentes sobre as sementes e suas implicações: http://www.no-patents-on-seeds.org/ + http://seedfreedom.in/learn/who-owns-the-seed/

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Banco de Terras na Feira da Natureza!

Neste fim-de-semana, o Banco de Terras de Montemor-o-Novo irá marcar presença na Feira da Natureza. Este evento é anualmente organizado pelo Grupo dos Amigos de Montemor, no Convento de São Domingos, reunindo várias iniciativas de carácter ecológico.




Realizaremos uma visita às hortas que foram instaladas no Convento de São Domingos, pelas 14h30 de sábado e 11h00 de domingo. Alguns produtores das hortas terão uma mostra dos seus produtos para venda. A Rede de Cidadania marcará presença com as suas brochuras e informações sobre as suas actividades.

Aceitam-se colaborações para as nossas bancas e visitas nas actividades!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hortelões do Banco de Terras já puseram a mão na massa

Alguns dos hortelões que se inscreveram no Banco de Terras de Montemor-o-Novo já puseram a mão na massa e ajudaram, antes do Natal, a limpar o terreno que envolve o Convento de São Domingos para aí serem instaladas 8 hortas.
Foi uma tarde bem passada, de trabalho e conversa amena, de adaptação ao espaço e descoberta. Deu para ver que o grupo se vai dar bem. Em Janeiro inicia-se a divisão e atribuição dos lotes e, esperemos, as primeiras sementeiras.
Entretanto este espaço já está lotado. Existem no entanto uma série de outras opções disponíveis, com e sem água, mais perto e mais afastadas da cidade de Montemor-o-Novo.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quer criar um Banco de Terras local?

Temos sido abordados por algumas pessoas com a questão da criação de outros Bancos de Terras Locais. Por que razão se deverá criar outros Bancos de Terras locais e como é que isto pode ser feito?
De acordo com o Movimento de Transição, a resiliência (capacidade de resistir e se adaptar face a perturbações externas) de uma comunidade aumenta quando reforçamos os laços entre os elementos dessa comunidade e quando intervimos nela com profundo conhecimento do que nela acontece. Por outro lado este aumento de resiliência aumenta com uma relocalização das inumeras actividades produtivas, nomeadamente de produção de alimentos e sua transformação. Relocalização implica interessarmo-nos mais pelas nossas comunidades locais, agindo localmente e, por isso, de forma mais adequada, mas também menor gasto de combustíveis fósseis que nos trazem, actualmente, produtos de todos os cantos do planeta com implicações nefastas na autonomia energética e no clima. Desta forma aconselhamos vivamente a criação de Bancos de Terras locais, embora pensemos que a questão da falta de autonomia alimentar em Portugal é tão séria que há espaço para todas as iniciativas que existem e venham a existir de âmbito mais local ou nacional. Hája vontade de cultivar.
Posto isto passemos ao "como". Apenas podemos falar da nossa experiência e muitas formas haverá de implementar uma iniciativa destas. No nosso caso tem sido essencial o projecto ter tido origem no âmbito da Rede de Cidadania de Montemor-o-Novo, um conjunto (não uma associação) de pessoas interessadas em criar iniciativas para uma comunidade mais sustentável e preparada para encarar os desafios ambientais, económicos e sociais do futuro, pessoas que decidiram assumir a sua responsabilidade na construção de um futuro melhor em vez de se limitarem a esperar que "os outros" o façam por si. Desta forma as ideias são pensadas em conjunto e é possível acedermos a uma série de apoios que dificilmente surgiriam caso agíssemos de forma isolada (coluna mensal no jornal local, apoio de instituições no esclarecimento de algumas dúvidas), para não falar da energia positiva criada ao pensarmos e agirmos em conjunto em prol da nossa comunidade. De resto adoptámos o modelo mais simples possível partindo do princípio de que "o que interessa é pôr as pessoas a produzir" e que quase tudo o resto é acessório tirando alguns princípios fundamentais que fazem parte da nossa Declaração de Princípios. De resto concebemos as nossas fichas de inscrição e funcionamos com o mail da Rede de Cidadania e com a nossa Banca no Mercado Municipal de Montemor-o-Novo, aos sábados de manhã. Isto permite-nos trabalhar falando com as pessoas e passar a barreira do computador, uma vez que grande parte daqueles a quem queremos chegar não têm computador ou internet.
Desta forma convidamos, quem assim o pretenda, a imitar-nos e recriar-nos de forma aperfeiçoada, a criarem fichas de inscrição inspiradas nas nossas ou melhores, a distribuirem cartazes pelos cafés, casas de convívio e Juntas de Freguesia locais, a falarem directamente com as pessoas, a contactarem as associações de agricultores e produtores locais, enfim, a porem mãos à obra. Esperamos em breve ter minutas disponíveis para contratos de comodato, arrendamento ou trabalho em parceria, embora as parcerias possam ser feitas com um simples acordo verbal. Logo que as tenhamos disponibilizaremo-las neste blog e poderão utilizá-las nas vossas iniciativas locais se assim o entenderem.  
Votos de um bom trabalho!

Regras de funcionamento do Banco de Terras de Montemor-o-Novo

Como tudo na vida, o Banco de Terras de Montemor-o-Novo tem algumas regras para o seu funcionamento e quem queira nele participar. Começamos com uma Declaração de Princípios, que pensamos ser fundamental para a compreenção do espírito que preside a este Banco de Terras.

Por outro lado, sendo este um Banco de Terras que visa reforçar os laços entre agricultores, consumidores e o território agricola local, bem como resolver alguns problemas da nossa comunidade, destina-se fundamentalmente a residentes no concelho de Montemor-o-Novo. A cada inscrição é dado um número de ordem e a respectiva prioridade na escolha das parcerias a realizar. Interessados de fora do concelho poderão inscrever-se se assim o desejarem mas de forma condicional, ou seja, apenas não existindo nenhum interessado, no concelho de Montemor-o-Novo, no mesmo tipo de tipologia, esta lhe será apresentada.
Para os interessados que residam fora deste concelho, sujerimos o contacto com o Banco de Terras de Portugal, no facebook. 

Fichas de inscrição para o Banco de Terras de Montemor-o-Novo

Aqui ficam as fichas de inscrição para o Banco de Terras de Montemor-o-Novo. Quem queira participar e residir no concelho de Montemor-o-Novo, só tem de escolher a modalidade respectiva, preencher a ficha e enviá-la para cidadania.montemor@gmail.com ou entregá-la no Mercado Municipal de Montemor, aos sábados de manhã, na nossa Banca. Outros materiais ficarão disponibilizados em breve.
Por um ano ou uma década, com contrato assinado ou um simples aperto de mão, para autoconsumo ou venda, convidamos todos a experimentarem pôr a mão na massa e participarem neste Banco de Terras. Com votos de boas colheitas...








terça-feira, 30 de agosto de 2011

Oficina de Compostagem Caseira na Feira da Luz já com dia marcado!

Já temos uma data para a oficina de Compostagem Caseira a realizar na Feira da Luz no âmbito das actividades do Banco de Terras. Será dia 5 de Setembro, segunda-feira, pelas 18h00. Mais uma vez a entrada é livre e estão todos convidados a participar.

Actividades do Banco de Terras na Feira da Luz

Como resposta aos Apelos dirigidos aos Cidadãos, por parte da Agenda 21 Local e da Câmara de Montemor, cujo nome era "Boa Ideia para a Sustentabilidade", a Rede de Cidadania candidatou várias propostas tendo a do "Banco de Terras"  sido a ideia vencedora e tendo por isso direito a um apoio especial no valor de € 5.000 para a concretização do mesmo. Quem submeteu esta ideia foram a Ana Fonseca, a Teresa Pinto  Correia e a Teresa Almeida que se têm dedicado, com a ajuda de outros elementos da Rede, a levar o projecto avante. O projecto está a andar bem, com a realização de um pequeno filme de promoção do Banco de Terras que será passado em contínuo na Feira da Luz, fichas de inscrição para quem se queira candidatar, algum apoio legal e divulgação e formações já preparadas. Desta forma vimos convidar todos a assistirem à assinatura do protocolo de parceria com a Câmara Municipal no dia 2 de Setembro, sexta-feira, pelas 21h30, na zona da exposição da Câmara, bem como a visionarem o nosso filme promocional, no mesmo espaço e a frequentarem as nossas oficinas livres. Uma delas será sobre "Recolha e preservação de sementes" e será dirigida pelo Carlos Simões, agricultor experiente e representante da Associação Colher para Semear, a realizar no dia 4 de Setembro pelas 18h00 na zona da Liga dos Pequenos e Médios Agricultores. A outra deverá ser sobre "Compostagem caseira", no período da Feira da Luz, mas como não temos ainda confirmação poderão consultar o horário e dia em que se realizará junto da exposição da Câmara sobre a Agenda 21 Local. Esperamos que estas iniciativas sejam do vosso agrado e agradecemos comentários às mesmas.

Contamos com a vossa presença!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Mãos à Horta

Mãos à Horta - uma iniciativa do Banco de Terras inserido no evento Cidade PreOcupada.
Dia 02 - Mondar com o agricultor José Cid
Dia 03 - Plantar e colher com o mestre Bernardino